Skip to content

Juan Barahona: a situação dos direitos humanos se agravará com o novo governo

18/12/2009
tags:

Juan Barahona: a situação dos direitos humanos se agravará com o novo governo

Tegucigalpa. Juan Barahona, coordenador da Frente Nacional de Resistência contra o Golpe de Estado, assegura que se agravarão as condições dos direitos humanos em Honduras logo que em 27 de janeiro assuma um novo governo surgido de eleições ilegítimas.

Seguida de uma jornada de planificação e análise da situação nacional e suas perspectivas, a Frente de Resistência no último fim de semana, aprovou várias linhas de trabalho, entre as quais se destacam a organização da Resistência a nível nacional, o fortalecimento das bases nos lugares em que a Resistência já exista e as assembléias permanentes. Por sua vez, a Resistência continuará com manifestações pacíficas e eventos populares em bairros e colônias das cidades.

Barahona comentou também que se redefiniu a atividade da Resistência pela falta de institucionalidade no país e a violação permanente dos direitos da população. A agenda agorá contemplará também os problemas sociais e também os aspectos políticos que foram abordados desde o golpe de estado. Ainda assim, a Resistência pretende converter-se em uma Frente Ampla em que se aglutinem todas as forças políticas e sociais contra o golpe de estado, propondo desde agora a construção e a tomada do poder.

A Frente Nacional não reconhece as eleições do último 29 de novembro e portanto também o presidente eleito Porfírio Lobo, o que considera a continuação do golpe de estado. “o processo eleitoral ocorreu sob um regime golpista, ilegal e imoral, acompanhado de uma repressão brutal imposta pela ditadura. O presidente eleito nestas eleições é o presidente das minorias onde está representada a oligarquia hondurenha e não será mais que a continuação do golpe de estado”, assegurou o dirigente na entrevista.

“a situação política, económica e social se agravará, afinal se tomarmos em conta que foram eleitos por uma minoria, temos como resultado um governo débil que tentará compensar-se com repressão. Além disso o Partido nacional sempre foi repressivo e já conta com conhecidos personagens que atuaram violentamente contra o povo”, afirmou.

Juan Barahona também é o presidente da Federação Unitária de Trabalhadores de Honduras e opina que a situação dos direitos trabalhistas não é otimista. “para os trabalhadores e trabalhadoras de Honduras, os organizados e os não-organizados, a partir de 27 de janeiro será mais difícil, tanto no setor privado como no Estado, a crise econômica afetará a estabilidade trabalhista e haverão demissões massivas. O pressuposto estatal será insuficiente para pagar salários e o sectarismo e o clientelismo político deslocarão muitos postos de trabalho, e a única  que poderá fazer frente a esta situação é a Resistência”.

Anúncios

Os comentários estão fechados.

%d bloggers like this: