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Um breve relato de Sotiris Martalis, direto da Grécia

21/06/2010

Sobre os últimos acontecimentos na Grécia 

O governo anunciou o conteúdo da sua nova lei sobre relações de trabalho. 
Devemos notar que esta lei não será votada no parlamento. Em vez disso, será ratificada como uma lei do Estado com a emissão de uma medida presidencial. 
A esquerda acredita que este ato viola a Constituição. 
Em sua essência, a nova lei acaba com os acordos coletivos entre trabalhadores e patrões. O salário mínimo não será mais determinado pelo Acordo Coletivo Nacional, mas por medida presidencial. 
A compensação para os trabalhadores demitidos é reduzida em 50% (quando o empregador adverte o trabalhador quatro meses antes da demissão). 
Os sindicatos importantes, GSEE (Confederação Geral dos trabalhadores do setor privado) e ADEDY (Confederação Geral dos trabalhadores do setor público) estão organizando uma greve geral de 24 horas em 29 de junho. 
Os sindicatos já estão discutindo ações de greve nos primeiros dias de julho, quando o governo pretende passar a sua nova lei sobre a Previdência Social e as pensões. 
Devemos notar que a greve no dia 29 de junho é a quinta greve geral desde o início deste ano. 
Os trabalhadores do Metrô estão em greve há três dias e vão continuar a greve na segunda-feira, pois decidiram fazer greves contínuas de 24 horas. A greve é organizada para impedir a demissão de 289 trabalhadores, anunciada para agosto. 
Em solidariedade aos trabalhadores do Metrô, os trabalhadores de todos os transportes públicos estão organizando paralisações de trabalho. 

Sotiris Martalis

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