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Qual é o interesse da China na América Latina?

24/06/2010

por Virginia de la Siega

Faz 30 anos que a república popular da China (RPC) está se transformando em uma potência mundial. É a terceira economia a nível mundial, depois dos Estados Unidos e Japão, e está deixando para trás a Alemanha como primeira potência exportadora. Não se pode dizer que a maior parte das exportações chinesas sejam produto de baixo valor agregado e tecnologia atrasada: China é o maior produtor mundial de turbinas de vento e painéis solares, e no ano passado duplicou suas vendas de carros chegando a mais de um milhão de veículos por mês, superando os Estados Unidos. Se a isso agregamos que seu orçamento de defesa é o terceiro no mundo, e sua população (1.300 bilhões de pessoas) é a maior a nível mundial, fica evidente que a RPC não tem suficiente petróleo, gás natural, alumínio, cobre e ferro para satisfazer suas necessidades energéticas e manufatureiras, e que necessita de sócios comerciais para sustentar seu crescimento.

China é uma peça chave da cena política mundial.  Além do papel estratégico que joga na geopolítica da Ásia e de seu status de nação com poderio nuclear, é membro do Conselho de Segurança da ONU, da Organização Mundial do Comercio, do Grupo das 77 Nações em Vias de Desenvolvimento, e do Grupo de Cooperação da Ásia do Pacifico. A influência da China se estende também à America Latina, como demonstra sua participação no Banco Interamericano de Desenvolvimento, seu status de observador na Organização dos Estados Americanos e a existência de uma missão de paz chinesa no Haiti.

Cada vez fica mais evidente que a China já deu seus primeiros passos como potência imperialista emergente. Em todo o mundo em desenvolvimento, especificamente na África, América Latina e no sudeste asiático, sua presença diplomática e sua influencia econômica (o “soft Power”) se fortalece dia a dia através do financiamento de obras de infra-estrutura e projetos para a extração de recursos naturais, a ajuda na execução de projetos para desenvolvimento e a participação de empresas estatais chinesas em joint ventures em vários países de economias emergentes. Ainda que, em termos globais, a China seja uma fonte menor de ajuda mundial e subvenções para o desenvolvimento, se incluirmos os empréstimos e concessões comerciais, a assistência técnica e os investimentos nos quais o Estado Chinês joga um papel direto ou subsidiário, a RPC se transforma em uma fonte importantíssima de ajuda econômica.[1]

O papel que a China joga na África merece muita atenção. O que joga na América Latina não deveria passar desapercebido. O comércio bilateral entre a RPC e a América Latina expandiu significativamente desde novembro de 2004, quando o presidente chinês Hu Jintao prometeu investir $ 100.000 milhões na região.

De acordo como o Ministério do Comércio da China, os investimentos chineses subiram de $200 milhões por ano em 1975 a $ 70,2 bilhões por ano em 2006 e chegarão a $100 bilhões por ano em 2010.2 Ainda que comercialmente as quantidades da China sejam muito menores que as dos Estados Unidos ($560.000 milhões) ou da CE ($ 250.000 milhões), a tendência é significativa. Um sintoma da importância que a RPC dá a região é a publicação, pela primeira vez, de um estudo sobre América Latina no dia 5 de novembro de 2008. As relações comerciais e de investimentos se complementam com outros contatos, que incluem intercâmbio de delegações de funcionários políticos, culturais, comerciais e militares de alto nível, e a participação da China nas instituições Latino Americanas já mencionadas.

A Dupla estratégia da China na América Latina.

 A RPC tem duas estratégias para América Latina. A primeira é econômica: assegurar o acesso as matérias primas de que necessita para seu crescimento econômico e abrir novos mercados para seus produtos manufaturados. A segunda estratégia é diplomática: ser reconhecida por aqueles países que ainda consideram o governo de Taiwan como o verdadeiro governo Chinês.

Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Equador, México, Panamá, Peru, Venezuela e Cuba jogam um papel fundamental na primeira estratégia.

Brasil, a primeira economia da região, é de longe o sócio mais importante da China, como mercado para seus produtos e como fonte de matéria prima. Brasil provê a China 45% de suas importações de soja e é a fonte de outros produtos agrícolas, e também de ferro e petróleo. A RPC iniciou vários projetos de colaboração com o Brasil nestes setores. O status do Brasil, um pais enorme com uma economia de entradas médias, faz dele um mercado importante para a colocação da produção eletrônica e de maquinário chinês, assim como de produtos de mão de obra intensiva, tais como sapatos e brinquedos. Brasil possui uma indústria nuclear e reservas de urânio que são importantes para a China na medida em que ela necessita estender sua própria indústria nuclear para suprir suas necessidades energéticas. A indústria aeroespacial brasileira cria múltiplas oportunidades de colaboração com a China, inclusive troca de tecnologia.

A recessão global enfatiza e engrandece a importância da China para o Brasil. Enquanto as exportações brasileiras aos Estados Unidos baixaram 37,8% no primeiro quadrimestre de 2009, as exportações para a RPC aumentaram em 62,7%. Como conseqüência, na primeira metade de 2009 a China se transformou no primeiro destino para as exportações do Brasil. A China também joga um papel chave para o Brasil ao financiar seus projetos de desenvolvimento para novas reservas de petróleo em mar aberto, especialmente as reservas de Campos e Santos. Quando em maio de 2009 China e Brasil assinaram um acordo pelo qual o Banco de Desenvolvimento Chinês concedia um empréstimo de $ 10 bilhões de dólares, o presidente da Petrobrás, Sergio Gabrielli, disse: “não existe ninguém no governo dos EUA com quem se possa sentar e ter discussões do tipo que estamos tendo com o governo Chinês.3

Este acordo estabelece que o empréstimo seja concedido com a garantia da entrega de uma quantidade fixa de petróleo durante os próximos dez anos. As duas nações também participam em uma série de joint ventures que incluem a produção de aviões, o programa Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (CBERS) e outros programas espaciais de cooperação.

Como com o Brasil, a política econômica chinesa em relação à Argentina, outra grande economia sul-americana, não se restringe a compra de recursos naturais. Argentina colabora com a China em projetos espaciais, a exemplo um projeto de satélites em colaboração com a Universidade de San Juan, e coopera no desenho de um reator nuclear de nova geração.

No entanto, o principal interesse da China na Argentina está nos setores de mineração e petróleo. Em 2003, a CNPC (Corporação Nacional de Petróleo da China) comprou uma parte da empresa argentina de petróleo e gás Pluspetro, que opera em campos ao norte da Argentina e Peru. A isso se somam os investimentos da companhia Sino-Angolana Sonogol. Em maio de 2010, a CNOOC (Corporação Nacional Chinesa para a Extração Petroleira em Mar Aberto) comprou 50% das ações da empresa Argentina Bridas Holdings por $ 3,1 bilhões. Também há rumores de conversas entre a empresa espanhola Repsol-YPF e a CNOOC para a compra de uma participação na Repsol-YPF da Argentina – ainda que não se tenha materializado nem uma das possibilidades. Os EUA observam com muita inquietação os acordos financeiros com os quais a RPC facilita seu comércio com a Argentina. Em março de 2009, China assinou uma troca de divisas com a Argentina por $10,2 bilhões2, que representa para o governo estadunidense um desafio crescente para a primazia do dólar como moeda de reserva internacional.3 É digno levar em consideração que o presidente do Brasil, Lula, argumentou explicitamente durante sua viajem a China em maio de 2009, em favor de trabalhar junto à China para um distanciamento em relação ao dólar.4

A RPC também tenta convencer a Argentina para que compre seus produtos manufaturados, porém aqui a relação é muito mais conflituosa dado que Argentina teria um plano para recuperar alguns setores industriais.

China é um sócio decisivo para Peru e Chile, dois dos três membros Latino Americanos da AEPC (Agência de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico). De acordo com cifras da ONU, em 2007 quase 40% das exportações do Chile foram para a região Ásia-Pacífico, principalmente para a China. Para o Peru, a cifra foi de 19%. Isso motivou a países como Colômbia e Costa Rica a solicitar ingresso na AEPC.

A RPC investiu nos setores de gás e petróleo do Peru. China comprou a frota pesqueira e fábricas para o processamento de pescado, e também fez investimentos nas minas de Toromocho, Rio Blanco e Maracona. Nenhuma surpresa considerando-se que 85,2% das exportações do Peru para a China são: cobre, farinha de peixe e minério de ferro.

A RPC está interessada nos recursos de gás e ferro da Bolívia. Bolívia conta com a segunda reserva de gás natural da América do Sul, superada somente pela Venezuela. A falta de acesso da Bolívia ao mar cria um problema, porém a introdução de novas tecnologias, tais como a liquefação do gás ou sua utilização para a produção de outros combustíveis, aumentam a possibilidade de exportar gás boliviano para a China. Evo Morales abriu também uma série de possibilidades para aumentar a presença chinesa em seu país: o conglomerado chinês Shandong Llueng recebeu a concessão para desenvolver total ou parcialmente os depósitos de ferro de El Mutún – uma das maiores, senão a maior reserva ferrífera do mundo; e as empresas petroleiras chinesas assinaram acordos para ajudar a YPFB a superar os problemas de insuficiência de capital e de pessoal experiente causados pela nacionalização do petróleo.

Os investimentos no Equador também são enormes e tem afetado a política exterior do país. China investiu em campos petrolíferos, operações portuárias e oleodutos. Em 2003, a China participou nas licitações das concessões dos principais campos petroleiros do Equador. As operações petroleiras nas quais participou CNPC causaram sérios problemas com as populações indígenas em Tarapoa e Sucumbios, principalmente devido à falta de interesse em preservar o meio ambiente dos investidores chineses. A decisão do presidente Rafael Correa de não renovar o acordo militar que dava acesso aos EUA à base militar de Manta, foi um necessário primeiro passo para convidar os chineses a desenvolver um aeroporto, que será o eixo dos vôos trans-Pacífico, ainda que, é bom dizer, a RPC nunca sugeriu isso explicitamente.

A China também fez investimentos e iniciou joint ventures com as empresas estatais petroleiras e mineradoras tais como PDVSA da Venezuela e Cubaniquel de Cuba.  

O caso do Panamá é um pouco diferente devido a sua posição estratégica. Tanto as exportações de matéria prima do Panamá como seu potencial de mercado importador são insignificantes. Entretanto, como proprietário do canal do Panamá, Panamá tem um enorme valor estratégico para a China. A empresa Hutchinson-Whampoa da RPC, que aparentemente tem conexões como o exército de Libertação Popular da China (PLA), possui propriedades em ambos extremos do canal do Panamá, o que lhe dá grande visibilidade sobre o tráfico militar e comercial do canal, e lhe serve potencialmente para estabelecer futuras operações de controle de trânsito deste ponto de operações estratégico.

A estratégia diplomática da China afeta principalmente América Central e o Caribe. Aqui, o eixo da RPC esta na utilização das alavancas econômicas e diplomáticas para assegurar o reconhecimento de seu governo nos países que ainda reconhecem Taiwan como o governo legal da China. Dos 23 países que reconhecem Taiwan, 11 encontram-se nesta região. Até o momento, só Costa Rica mudou sua aliança em 2007, e recebeu como prêmio a visita de Hu Jintao  em 2008 para inaugurar um novo estádio de futebol doado pela RPC.

Quem se beneficia?

 

A relação comercial entre China e América Latina não é equilibrada. A partir de 2005, o superávit comercial que os países Latino-Americanos tinham com a China se inverteu. Hoje em dia, 93% das exportações da China para América Central e do Sul consistem em produtos manufaturados (25% de têxteis e roupas e 44% de maquinaria e equipamentos). Isto está afetando negativamente os esforços da maioria das economias Latino-Americanas para desenvolver sua própria indústria local e começa a criar problemas.

México, o terceiro membro Latino-Americano da APEC, se viu particularmente afetado por duas razões: seus estreitos vínculos com a economia dos EUA e a competição entre as exportações chinesas e mexicanas. Dos 20 setores exportadores do México, 12 estão em competição aberta com a China. Isto não só reduz a possibilidade do México de exportar para a China somente 3% de suas exportações totais, como também afeta suas relações comerciais com os EUA. Em 2003, a China substituiu o México na sua posição de segundo exportador para os EUA. Com um déficit comercial de $ 28 bilhões com a China, não é uma surpresa que o governo mexicano queira rever seus acordos comerciais. Um funcionário do governo do México se queixava de que “para cada $30,00 de mercadorias chinesas que o México importa, só exportamos $1,00 de mercadoria mexicana para a China”.

Algo similar ocorre com a indústria têxtil na América Central, a que esta começando a ser asfixiada pelas exportações têxteis Chinesas.

Outro exemplo de tensão nas relações com as mais importantes economias da América Latina é o caso da Argentina. Argentina provém 23% de todos os produtos de soja que importa a RPC. China suspendeu um pedido de mais de 2 milhões de toneladas de óleo de soja que já estava parcialmente em trânsito, porque Argentina decidiu impor um imposto aos sapatos importados da China  para proteger seus produtores locais. O déficit comercial da Argentina com a China em 2009 alcançou $1,2 bilhões e durante os primeiros dois meses de 2010 foi de $600 milhões. O governo argentino não quer que o déficit aumente. A resposta da China não inveja a qualquer país imperialista, que tem seus “direitos comerciais” afetados por um país emergente que quer defender seus próprios.

Basicamente, os governos da América Latina enfrentam dois problemas com os investimentos chineses: 1) seu principal propósito é servir as necessidades de desenvolvimento da China facilitando a exportação de matérias primas, impondo, na maioria dos casos, exigências que fazem com que uma parcela significativa do projeto para obtê-las e processá-las seja feita ou na China ou por companhias chinesas; 2) vários governos argumentam que o nível de investimentos diretos na região não é tão alto como parece, já que um alto percentual das cifras oficiais vai para os paraísos fiscais.

O que fica claro é que o comércio chinês com a América Latina provocou um boom nos setores exportadores da região em países como Argentina, Brasil, Chile, Peru e Venezuela, ao mesmo tempo em que os setores manufatureiros da América Latina têm sido negativamente afetados pela expansão da competição das mercadorias chinesas. Esta situação é ainda pior para aqueles países ou regiões com grandes setores manufatureiros e setores limitados de exportação de matéria prima, como México e América Central.

China: recém chegada ao pátio traseiro dos Estados Unidos

 

A China quer substituir os EUA como principal potência na região? Absolutamente não. Até agora, a RPC tem mostrado claramente que sua principal preocupação é não alterar sua relação com os EUA. Afinal, a China está disposta a ocupar os espaços de influência que os Estados Unidos deixam vazios. O que as economias mais fortes da América Latina tentam é se aproveitar do triângulo de poder criado pela política chinesa.

Esta preocupação de não alterar o seu vínculo com os Estados Unidos afeta sua relação com Venezuela, Bolívia e Equador e, sobretudo, com Cuba. A China assinou acordos militares com Venezuela, mas isto não quer dizer que apóie o regime bolivariano. Mas o fez forçada por sua necessidade de petróleo. Até certo ponto, a China esta preenchendo um espaço político criado pela deterioração das relações políticas e militares entre EUA e Venezuela. Ações do governo venezuelano têm frustrado as operações de algumas corporações chinesas como a CNPC, o que mostra que a relação entre os dois países não está livre de contradições.

A relação com Cuba é um pouco diferente daquela com a Venezuela. Apesar do enfoque programático da China na política externa, há ainda um pequeno elemento ideológico em jogo. As relações econômicas são mais estreitas: como sócio comercial de Cuba, a República Popular da China está à frente da Espanha, sendo superada apenas pela Venezuela. A China também joga um papel chave na modernização do sistema de defesa aérea de Cuba, e com freqüência intercambia delegações militares de alto escalão. Cuba oferece à RPC materiais estratégicos e produtos agrícolas. Para além do açúcar, Cuba tem petróleo mar adentro e a maior reserva de níquel do mundo. Em Janeiro de 2005, a gigantesca empresa chinesa de petróleo e gás Sinopec Corp fechou um acordo com a empresa estatal cubana, Cubapetróleo (Cupet) para produzir conjuntamente petróleo na ilha. Ainda que a relação não esteja livre de problemas. Uma joint venture por $500 milhões para produzir 68 mil toneladas de ferro-níquel por ano, assinado entre a Cubaníquel e a empresa chinesa MilMetals Corp foi abruptamente cancelada sem que dessem razões, e a concessão cubana acabou indo para a Venezuela.

Conclusão

 

Apenas podemos especular sobre o desenvolvimento das relações entre China e América Latina no futuro, embora algumas tendências começam a emergir.

  1. A RPC não tem nenhum interesse em ferir sua relação econômica e política com os EUA. Sua relação com Venezuela, Bolívia, Equador e Cuba se restringe principalmente a acordos comerciais que, no geral, apenas ela é beneficiada.
  2. A relação entre China e América Latina não é uma relação entre iguais devido ao potencial econômico da primeira e os limites da segunda. Isto é uma fonte de conflitos constantes com as economias emergentes – como México e Argentina – que têm planos para desenvolver uma indústria independente e estabelecem barreiras para defender seus produtos locais das exportações chinesas.
  3. Outra fonte de conflito dos investimentos diretos chineses é a busca de altos níveis de retorno, sem se preocupar com questões sociais, trabalhistas ou ambientais. Isto já criou conflitos com populações nativas no Equador, Peru, Venezuela e Argentina.

 

Investimentos chineses na América Latina desde 2005

 Janeiro de 2005

Cuba:

A gigante petroleira e gasífera chinesa Sinopec Corp. assina um acordo com a empresa estatal cubana Cubapetroleo (Cupet) para produzir conjuntamente petróleo na ilha.

A empresa estatal chinesa Minmetals Corp. investe $ 500 milhões numa joint venture para produzir 68 mil toneladas de ferro-níquel por ano em Cuba.

 Fevereiro de 2005

Chile

A empresa estatal chinesa Minmetals Corp. assina um contrato para investir $550 milhões, que poderia chegar a $2 bilhões, para iniciar uma joint venture com a empresa de cobre estatal chilena Codelco.

 Setembro de 2005

Bolívia

A empresa chinesa Shengli International Petroleum Development Co. Ltd. assina um acordo com a empresa estatal Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos para investir $1,5 bilhões durante 40 anos no setor de gás e petróleo na Bolívia.

Equador

O consórcio dirigido pela China Andes Petroleum, que inclui a China National Petroleum Corp. e Sinopec, compra uma carteira de petróleo e ações sobre um oleoduto equatoriano que pertencia a Encana – uma empresa canadense – por $ 1,42 bilhões.

 Julho de 2007

Peru

A empresa Perú Cooper Inc., com base no Canadá, aceita ser comprada num acordo amistoso pela empresa estatal Aluminum Corp. of China Ltd. por um valor de $792 milhões em dinheiro.

 Maio de 2009

Brasil

China Development Bank anuncia um empréstimo de 10 bilhões a Petrobras com garantias de prover a RPC uma quantidade fixa de petróleo pelos próximos dez anos.

 Julho de 2009

Equador

China concede um empréstimo de $1 bilhão com a garantia de abastecimento de petróleo.

 Setembro de 2009

Venezuela

O país fecha com a China um acordo de investimentos de três anos no valor de $16 bilhões. Venezuela se compromete a aumentar a extração de petróleo em centenas de barris por dia na zona do Orinoco.

 Outubro de 2009

O grupo de aço e ferro chinês Baosteel oferece pagar $1,6 bilhões por 30% das ações da enorme empresa anglo-americana Minas Rio, no Brasil.

 Março de 2010

Argentina

CNOOC compra 50% das ações da empresa Argentina Bridas Holdings por $3,1 bilhões


[1] China’s Assistance and Government-Sponsored Investment Activities in Africa, Latin America, and Southeast Asia, Report for (US) Congress Prepared for Members and Committees of Congress, Thomas Lum, 25 de noviembre de 2009.

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