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FNRP convoca uma paralisação cívica nacional para o dia 7 de setembro

03/09/2010
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Rede Morazánica de Informação

            Tegucigalpa, 31 de agosto de 2010. A Frente Nacional de Resistência Popular (FNRP) convocou hoje todo o povo hondurenho a uma paralisação cívica nacional na terça-feira sete de setembro.

Cartaz FNRP: "Tenemos el Poder!"

            A paralisação é um prenúncio da greve geral, anunciada pelas quatro centrais sindicais do país, afirmou o subcoordenador da Frente e presidente da Federação Unitária de Trabalhadores de Honduras (FUTH) Juan Barahona.

            A paralisação cívica é uma demanda pelo estabelecimento do salário mínimo em rechaço à lei de contratação de empregados por horas, pela não privatização dos recursos naturais, como a concessão dos rios do país, entre outras demandas da classe trabalhadora.

            Segundo Barahona, a paralisação cívica “não substitui nem paralisa a greve geral”, para a qual já se conformaram o comitê de greve nacional e comitês regionais.

            A FNRP tomou a decisão em uma “Assembléia Geral Aberta” à qual se podia assistir sem nenhuma condição de representação.

            Barahona afirmou, além disso, que a paralisação também é para “manifestar nosso rechaço a esse regime” presidido por Porfírio Lobo Sosa.

            Carlos H. Reyes, membro da FNRP, explicou à assembléia que os conflitos vividos pelo país são em aparência sindicais, mas que em essência são conflitos de natureza política, produto da acentuação da luta de classes.

            O mesmo critério expressou o dirigente do magistério Edgardo Casaña ao denunciar que a estratégia do governo Lobo Sosa é dividir a FNRP ao pretender negociar com os membros da Frente de maneira separada. Como exemplos, colocou os casos do grêmio do magistério e dos camponeses agrupados no Movimento Unificado do Aguan (MUCA).

            A direção do magistério anunciou, na assembléia realizada hoje, seu apoio incondicional à paralisação cívica convocada pela FNRP.

            Reyes fez um chamado ao povo para a auto-organização porque na Resistência não há recursos para mobilizar-se por todo o país. “Não há que estar esperando cabeças brilhantes” irem explicar o que deve ser feito nas próprias comunidades, agregou o dirigente.

            Reyes questionou que, antes da instalação do modelo neoliberal no país, existiam mais sindicatos nas empresas privadas que no Estado, mas agora a situação é inversa porque destruíram os sindicatos no setor privado.

            A FNRP convocou, além disso, uma mobilização nacional para o dia 15 de setembro, data que celebra o 189º aniversário de independência da Espanha.

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