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1.346.876 hondurenhos assinaram “SIM A CONSTITUINTE”!

21/09/2010
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“Sim à reconstrução de Honduras”!

Assassinada outra companheira do movimento sindical, enquanto o presidente do sindicato da Previdência Social, Héctor Escoto, saiu ileso do ataque criminoso.

POR DICK E MIRIAN EMANUELSSON

TEGUCIGALPA / 17/09/2010

À sombra das baionetas e um rosto cada dia mais visível do fascismo, o povo hondurenho tem escrito a história. A Frente Nacional de Resistência Popular, FNRP, através de seu subcoordenador, Juan Barahona, informou nesta sexta-feira que 1.346.876 hondurenhos assinaram a petição “SIM À CONSTITUINTE”! Na cerimônia estavam presentes os 15 membros, que constituem a direção nacional da FNRP. E diante dos jornalistas nacionais e internacionais foi lido o comunicado da Frente, onde o resultado foi formalizado após quatro meses de trabalhos intensos em todo o território nacional. Em um canto do salão, na sede do sindicato combativo STIBYS, os comunicadores sociais e outros convidados podiam ver as caixas e pacotes com milhares e milhares de assinaturas que não serão entregues às autoridades do regime no poder liderado por Porfírio Lobo, por ser considerado um regime ilegal e ilegítimo.

Cartaz FNRP: "Tenemos el Poder!"

 Falamos com Wilfredo Paz, coordenador da Frente, no município de Colón e berço da luta heróica dos camponeses organizados no Movimento Unificado dos Camponeses em Aguán, Muca, enfatizando na entrevista a seguir, que pode ser visto no vídeo&áudio, que por detrás de cada assinatura há sacrifícios, suor e até sangue, porque na enorme tarefa de obter cerca de 1,4 milhão de assinaturas, também caíram muitos camaradas, disse ele. O Estado enviou polícias, Cobras (polícia militarizada), o exército contra a Frente, como no ultimo 15 de setembro na segunda maior cidade de Honduras, San Pedro Sula, onde a população, adultos mas também meninos e meninas, foram brutalmente espancados e intoxicados com gás a tal ponto que um homem morreu em conseqüência dos gases lançados. COM PONTO 60. . . Wilfredo Paz nos relata que pelo menos 200 soldados e policiais armados e equipados com cintos de munições para metralhadoras Ponto 60 puderam impedir que os camponeses e o povo de Colón se mobilizassem no Dia do Grito da Independência. E a pergunta que as pessoas, especialmente os milhares de militantes da Frente, se fazem neste momento de vitória política é: Como podemos proteger os cerca de 1,4 milhão de votos, já que cada signatário também depositou muita confiança na direção da Frente como um grande capital político que Wilfredo Paz considera um “tesouro”? Como criar mecanismos, que alguns dizem que é de autodefesa, para que um estado terrorista não continue matando, torturando e desaparecendo como está acontecendo neste momento? Estas questões foram abordadas no vídeo a seguir que contém algumas das conferências da imprensa e a leitura do comunicado da Frente lido por Juan Barahona e a entrevista com Wilfredo Paz, que se concentra na pergunta de um repórter: Sabemos como funciona o trabalho na capital, mas como foi o trabalho da Constituinte nas aldeias, vilas e no município de Colón? E como envolver os milhares de ativistas de base na elaboração do que será sua nova Constituição?

SINDICALISTA ASSASSINADA

Mas no momento em que íamos divulgar este texto e vídeo nos chega através do programa de rádio da Frente e de seu colega e amigo Felix Antonio Molina, incansável diretor da Voz da Resistência, a triste notícia de que tinha sido assassinada a companheira JUANA BUSTILLO, ativista do sindicato de Previdência Social que acompanhava o presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Instituto Hondurenho de Previdência Social (IHSS), HÉCTOR ESCOTO que neste momento se encontra hospitalizado. – Isto não pode continuar!, disse Luís Baquedano, secretário-geral da central sindical CUTH, em Honduras na chamada telefônica que fazia a Félix Molina no final do programa hoje à noite, uma noite de alegria e de vitória política para os 1,4 milhão de assinaturas a favor de uma Constituinte.

ATENTADOS E ASSASSINATOS

No início deste ano, Baquedano e sua família foram objeto de um atentado que quase custou suas vidas. O sindicato de previdência social, que faz parte da CUTH tem estado desde 28 junho de 2009 nas ruas ou em manifestações para protestar contra o golpe de estado. Na semana passada, o sindicato alertou que entrou em “assembléias”, que em Honduras é a mesma coisa que uma greve, em rejeição a “terceirização” da previdência social em Honduras. E com a pressão do sindicato e da greve de duas horas, a direção da previdência queria entrar em negociações e assinaram uma ata de não empregar mais corruptos registrados no Partido Nacional, que só cobravam os cheques da Previdência. A dirigente sindical da Previdência Social, Vanessa Cepeda, foi assassinada no início deste ano. A companheira era muito ativa na Frente de Resistência.

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