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Crise Econômica e Resistência Popular em Portugal

14/11/2010

Por Roberto Rubem, de Portugal

Portugal, não muito diferente da maioria dos países,  está sofrendo os graves problemas que a crise econômica mundial provocou. Com diminuição dos empregos e precarizacão dos postos de trabalho, a resposta que o governo oferece são fortes cortes nos gastos públicos e a privatização de serviços essenciais.

Manifestação dos trabalhadores do setor privado e público em Porto, Portugal em 29 de setembro.

Com a  proposta de corte nos salários e remunerações para os servidores públicos em 10%, com o aumento do IVA (imposto único de circulacão) em 2% e o congelamentono do valor das reformas e pensões que atingem 3,5 milhões de pessoas (num país de 10 milhões), estas são algumas das medidas neoliberais, que foram propostas pelo governo (Partido Socialista – PS), com apoio da direta (Partido Social  Democrata – PSD), e que a oposição de esquerda (Partido Comunista Portugues e Bloco de Esquerda) foram frontalmente contra. Nesse ataque direto aos trabalhadores, onde aumenta a exploração e favorece a acumulação capitalista, a defesa do governo se baseia na medidas econômicas para fortalecimento do crédito e do setor privado.

Num país que substancialmente recorre aos fundos da União Européia para bancar seu crescimento, numa crise econômica instalada como a atual, recorrer ao FMI não  é uma opção descartada, para alguns setores é a única alternativa para alavancar  Portugal da recessão econômica . O governo e o PSD, depois de longas conversas sobre o Orçamento para 2011 chegaram a um acordo, há poucos dias, em que o déficit público seria reduzido  a 4,6% do PIB até o final de 2011, contra o déficit de 7,3% previsto para este ano. A oposição (esquerda e centro-esquerda) votaram contra, devido a alta austeridade da proposta, que no final das contas, quem pagará e sentirá os reflexos na qualidade de vida será os trabalhadores portugueses em detrimento da qualidade e confiança nos `mercados financeiros` .

Os trabalhadores vão as ruas contra o PEC!

O SGTP- Sindicato Geral dos Trabalhadores de Portugal, mobilizou dezenas de milhares de pessoas em Porto e Lisboa para dar uma resposta aos ataques sofridos pelos trabalhadores que o governo e a direita estão enveredando. Em 29 de setembro, mesma data da greve geral em vários países na Europa em resposta a medidas austeras dos governos face a crise mundial, trabalhadores do serviço público e privado foram as ruas contra o PEC- Programa de Estabilidade e Crescimento, que essencialmente previa redução salarial, privatização de empresas públicas (incluindo as de transportes e correios) e aumento de impostos. Nesta data foi levantado um calendário de lutas, em que prevê para do dia 24/11 greve geral em Portugal, com o apoio do PCP.

As eleições presidenciais de 2011

As eleições presidenciais em Portugal acontecem em janeiro, e a efusão do debate entre os candidatos está começando. O atual presidente, Cavaco Silva – PSD, já se lançou a reeleição com o discurso contemplativo dos avanços de Portugal durante sua gestão, negando qualquer conjuntura de crise política que o parlamento está passando e econômica que o país está sofrendo. Outros candidatos da esquerda nomeadamente, Francisco Lopes do PCP e Manoel Alegre , candidato do PS (partido atual primeiro ministro) e do Bloco de Esquerda já se lançaram à disputa, que pretende ser rica no debate econômico e tanger muito pouco a questão da educação pública, saúde e inventimento público.

As propostas que mais destoam da política atual            que podem ser uma alternativa as colocadas pela direita e setores que os apóiam reinvindicam aumentam de salários e pensões, defesa da produção nacional e reforçar o investimento público, a defesa da e educação e saúde gratuitas e a garantia da soberania portuguesa na União Européia.

PAZ SIM, NATO NÃO!

Em meio a efervescência dos problemas econômicos e políticos de Portugal, foi anunciada a realização em Lisboa, em novembro deste ano, uma reunião de chefes de estado e de Governo da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), com a possível presença de Barac Obama. Por conta disso a campanha `PAZ SIM , NATO NÃO!` está sendo construída por mais de 100 organizacões nacionais, devido a cimeira do Nato ser realizada em Portugal no próximo dia 20. As principais reivindicações são a retirada das forcas portuguesas envolvidas em missões da NATO, extinção das bases militares estrangeiras e das instalações da NATO em Portugal, a recusa da militarização da União européia como pilar europeu da NATO, e a efetiva realização de uma política externa segundo a constituição das Nacões Unidas. Foi feita uma petição que colheu mais de 13000 assinaturas e a expectativa é que se lote o centro de Lisboa em 20 de novembro, quando a cúpula dos Países envolvidas chegarem para a reunião.

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