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Venezuela: Controle operário socialista em marcha

07/12/2010
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Por Aléxis Adarfio Marin

de http://www.aporrea.org/ 

I.

A luta para construir um Novo Modelos Produtivo com a filosofia do Controle Operário Socialista, que transforme as matérias primas em benefício do povo venezuelano e não da oligarquia especuladora, cada dia abarca maiores espaços físicos e mentais, alcança maiores ritmos, consolida a democracia direta e desenvolve novos motores propulsores.  

 De Maio de 2009 a Maio de 2010, com a metodologia da designação, um conjunto de trabalhadores e trabalhadoras postulados por sindicatos se juntaram em grupos de trabalho e elaboraram o Primeiro Plano Guayana Socialista (PPGS).

 De Maio a Novembro de 2010, combinando a designação (em maior grau) e a iniciativa própria, se ampliou a participação. Propusemos e construímos conceitos, espaços, sujeitos e instrumentos para a organização, formação e mobilização da Classe Trabalhadora prefigurada no PPGS:

 Institutos de Alta Tecnologia, de Tecnologia Popular e de Formação Socialista; pré elaborações das corporações de fero e alumínio; grupos de trabalho por processo produtivo; fóruns permanentes; logotipos; palavras de ordem e coletivos de agitação pelo controle operário socialista.

 Estamos ao ponto de começar a prática do Controle Operário Socialista, uma extensa batalha. Ou seja, desenvolver o PPGS, colocá-lo à prova e em marcha encarnando as decisões da classe trabalhadora. Isso também significa desmontar o capitalismo explorador com suas velhas estruturas hierárquicas, procedimentos viciados e cultura de submissão.

 O socialismo se constrói lutando!

II.

Estamos saindo do ciclo complexo de preparação da mudança. Entrando no ciclo supercomplexo e turbulento da transformação, da prática permanente do controle operário socialista. Cada avanço e retrocesso, imaginação ou novidade, significam um replanejamento do PGS. Construiremos o socialismo com o primeiro, segundo, terceiro PPGS, e ainda mais.

Assumimos esse grau de complexidade porque estão por vir estapas que chocam com a velha cultura, e afetam muitos interesses. Por exemplo:

Legitimação Coletiva: dos planos de produção, distribuição e consumo; dos sujeitos sociais para organização da classe trabalhadora (grupos de trabalho, comitês, círculos coletivos, fundo coletivo, instâncias, sindicatos); dos porta-vozes que coordenarão o desenvolvimento dos planos; dos assuntos que transcendem o Processo de Controle Operário Socialista. Nesta etapa, as eleições impõem as tarefas, o coletivo submete o hierarca e as bases submetem as cúpulas. 

Fábrica Socialista

Subversão total: Contra o burocratismo e a corrupção para eliminar as estruturas capitalistas, destruir máfias e desalojar o oportunismo. É necessário acabar com os monopólios do transporte de mão de obra, com as pautas publicitárias, uniformes e administração da comida nas empresas básicas. Não se pode mudar o nome sem que se ter havido verdadeira mudança das relações de poder nas unidades de produção. Ao tocar os interesses econômicos, haverá manipulações, troca de trincheira, tiroteios verbais em todas as suas formas.

Contra a burocracia, Controle Operário Socialista!

 

III.

 Para o novo ciclo que se inicia em Janeiro de 2011, além da desincorporação lógica de alguns grupos de trabalho originais do PPGS, visualizamos a incorporação como Motores Propulsores do Plano:

 – Encadeamento Produtivo.

– Ecologia

– Expropriações

– Segurança Alimentar

– Fundo de Solidariedade Militante.

– UBT “Jesus Rivero”

 Toda Pátria sob Controle Operário Socialista!

 Control Operário Socialista em marcha (parte II)

Por Alexis Adarfio Marín
20/11/10
.

 I.

Em Janeiro de 2011 iniciam as Corporações Socialistas e se necesita um Segundo Plano Guayana Socialista (SPGS) com novos motores propulsores, que materializem o que se gesta desde Maio de 2009: desacoplarmo-nos material e espiritualmente do capitalismo nas empresas básicas de Guayama; praticar a filosofia do Controle Operário Socialista (COS) e avançar até o horizonte sócio-econômico planejado na Constituição. 

É vital o debate entre trabalhadores, trabalhadoras e comunidades para ativar os arígos de maior contundência revolucionária:

 Como, à luz do Art. 118 da Constituição, nos organizarmos para que nossos atos sejam cooperativos, e o trabalho esteja associado a benefícios coletivos?

O que devem fazer as novas empresas públicas, segundo o Art. 302 da Constituição, para promover e proteger a manufatura nacional das matérias primas, assimilar, criar e inovar tecnologias, gerar empregos produtivos, crescimento econômico e desenvolvimento social, criando riqueza e bem estar para o povo?

Como, a partir do COS e do Art. 308 da Constituição, vamos promover e proteger o aparato produtivo para a pequena e média indústria, as cooperativas, os fundos sociais, assim como a empresa familiar, a microempresa e qualquer outra forma de associação comunitária para que o trabalho, a economia e o consumo, assumam e pratiquem o regime de propriedade coletiva e fortaleçam o desenvolvimento econômico do páis?

Nascerá uma organização anti-imperialista, anti-capitalista e anti-direitista que mobilize o novo aparato produtivo pelo bem estar do povo.

II.

Entre os novos Motores Propulsores (MP), visualizamos:

MP de Encadeamento Produtivo: que una Planos de Extração Mineira com Planos de Produção de Moradias, Escolas, Hospitais, Alimento, Roupas, Máquinas, Transporte, Rede Elétrica; que controle os convênios internacionais que Chávez assina, organize as expropriações e promova as empresas de propriedade comunal.

MP de Ecossocialismo: que freie a agressão contra a terra e seus inquilinos; busque tecnologias apropriadas e desincorpore as tecnologias geradoras de males e doenças. 

Setor Elétrico e Poder Operário

MP de Segurança Alimentar: que defina um plano para produzir alimentos com trabalhadoras e trabalhadores da indústria que queiram mudar de ramo; estabeleça um plano de saúde alimentar baseada no consumo de alimentos nutritivos e saudáveis; constitua cooperativas de consumo familiar; acabe com o monopólio nos “comedores” (locais de alimentação) e garanta que o ferro e o alumínio fortaleçam a agroindústria.

MP UBT “Jesus Rivero”: para mudar o foco do treinamento e capacitação fragmentada para a formação permanente com sentido; sair das garras capitalistas do IESA, USAID e UCAB; reconhecer os saberes da classe trabalhadora; assimilar, criar e desenvolver ciência, tecnologia e técnica para ser Potência Mundial.

MP Fundo de Solidariedade Militante: para manter as lutas de emancipação dentro e fora das Básicas, sem amarras à velha estrutura institucional.

III. 

 

A marcha do COS será firme e permanente, pela consciência de todos que assumam a vanguarda e a unidade das correntes de esquerda para derrotar a direita que sempre pactua com o imperialismo.

Nos cabe desenvolver:

 – O Fórum Social Comunitário pelo COS

– Mobilizações pela Lei do Trabalho Libertador

– O Plano Guayana Socialista

– As propostas de Estatutos das Corporações Socialistas.

– A Central Socislista de Conselhos de Trabalhadoras e Trabalhadores.

Toda Pátria sob Controle Operário Socialista!

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