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A Revolução Árabe é uma revolução democrática – artigos e declarações

14/02/2011

Especial Revolução Árabe

 

Tunísia e Egito: uma revolução democrática percorre os países árabes

 Por Israel Dutra (PSOL/RJ) e Pedro Fuentes (Secretario Relações Internacionais do PSOL)

  “Revolução” se tornou termo comum nos jornais que usualmente o evitam. Nós a vemos como uma revolução democrática contra os regimes autocráticos, cuja tarefa concreta imediata é derrubar o regime. Há algo de similar com as revoluções que derrubaram as ditaduras latino-americanas nos anos 1980. A diferença substancial é o contexto de crise econômica. Embora não sejam ditaduras clássicas, as autocracias do norte da África se mantiveram no poder por meio da violência de Estado. São regimes totalitários que organizam eleições totalmente manipuladas. Além disso, a região é economicamente dependente do imperialismo europeu. O mundo árabe se apresentou como elo mais fraco da crise econômica mundial. A crise aumentou o empobrecimento das massas, atingindo a juventude. Na Tunísia, por exemplo, 60% da população têm menos de 30 anos e 50% está desempregada. Assim, as demandas de trabalho e salários se combinam com a luta contra a autocracia. O povo saiu às ruas para resolver estes problemas e notou que só é possível fazê-lo em outro regime político. As principais bandeiras “Abaixo Mubarak” e “Assembléia Constituinte” expressam que a revolução é essencialmente democrática. ……LEIA MAIS

 

Declaração das 28 organizações reunidas no Congresso do NPA: viva a revolução egípcia e tunisiana!

Do Congresso do Novo Partido Anti Capitalista da França (NPA) –  12 de Fevereiro de 2011 

 A derrota de Bem Ali e Mubarak muda a situação política, não apenas no Magreb, como também em escala  internacional. As revoluções populares, que puseram fim as ditaduras sustentadas durante anos pelos Estados Unidos e os imperialismos europeus, estão devolvendo a confiança a todos os países árabes e estão dando um golpe violento a ordem imperialista e sionista na região. A população do Iêmen, Jordânia, Argélia e Palestina estão nas ruas exigindo mudanças políticas. Estas revoluções se realizaram como conseqüência direta da crise econômica internacional e das posições do Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial, que promoveram uma ofensiva social radical, empobrecendo populações que já estavam sujeitas a décadas de políticas de injustiça social e corrupção. ……LEIA MAIS

 

A ira do Egito se volta contra amigo íntimo do filho de Mubarak

 Por Kareen Fahin, Michael Slackman e David Rohde – 6 de fevereiro de 2011 

CAIRO — Enquanto os egípcios voltavam seu ódio contra símbolos do Estado no fim do mês passado, incendiando delegacias de polícia e a sede do partido de Hosni Mubarak, reservaram uma raiva especial para um edifício berrante com vidros fumê pretos em um bairro de classe alta, o incendiando três vezes. Ele pertence a um magnata do aço e membro do partido que está no poder chamado Ahmed Ezz, um amigo íntimo e confidant do filho de Mubarak, Gamal. Por muitos anos o Sr. Ezz representou a intersecção entre dinheiro, política e poder, controlando dois terços do mercado de aço, liderando o comite orçamentário como membro do parlamento e servindo como oficial e tenente leal do partido do governo. ……LEIA MAIS

 

Desenhando a aliança com o Egito pós-Mubarak

 John Kerry (senador estadunidense) –O Estado de S.Paulo 

 Dados os eventos dos últimos dias, alguns estão criticando a tolerância dos EUA com o regime egípcio. É verdade que a retórica pública dos EUA nem sempre bateu com as preocupações privadas. Mas houve também uma compreensão pragmática de que nossa relação beneficiou a política externa americana e promoveu a paz na região. E, não se enganem, uma relação produtiva com o Egito continuará sendo crucial tanto para os Estados Unidos como para o Oriente Médio. Para isso, os Estados Unidos precisam acompanhar a retórica com uma ajuda real ao povo egípcio. ……LEIA MAIS

 

Viva a revolução na Tunísia e no Egito – Declaração da Executiva do PSOL 

  Tudo está mudando no norte de África com a revolução democrática em curso. Tremem os governos que até o momento foram pilares fundamentais da política dos Estados Unidos e Europa para manter o domínio no norte da África e no Oriente Médio. …..LEIA MAIS

 

A revolução na Tunísia enfrenta as manobras continuistas do velho regime

 Coletânea de artigos sobre o novo governo Tunisiano.

  Os fatos acontecidos depois do informe passado indicam que o governo formado depois da saída de Bem Alí não soube dar fim à crise. Quatro ministros membros da UGTT (União Geral dos Trabalhadores Tunisianos), a maior organização sindical que tem fortes laços com o antigo regime, saíram do governo. De igual maneira, os ministros vinculados ao Partido Socialista tem relações com a social-democracia européia. De outro lado o Partido Comunista Operário de Tunísia, (PCOT) que tem formação maoísta e um peso importante nos trabalhadores e setores populares tem se manifestado contra entrar no governo e pela Assembléia Constituinte, diferentemente do velho Partido Comunista da Tunísia que está dentro do governo provisório. ……LEIA MAIS

Revolução democrática na Tunísia

 Coletânea de artigos sobre o Revolução na Tunísia.

  O 2011 começa com uma revolução democrática no norte da África. A Tunísia é um dos menores países do norte da África, mas não por isso menos importante. Historicamente jogou um papel chave nos processos do pan-nacionalismo árabe, que sacudiu os anos 60 nessa região do continente. Hoje, nos começos do 2011 volta a ser protagonista de uma grande mobilização democrática que pode estender-se ao Egito, governado também ditatorialmente pelo Muharab. Mais de um mês de grandes manifestações acabaram por tirar o ditador Ben Alí do poder, abrindo uma nova situação no país. …… LEIA MAIS

 

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