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Revolução Tunisiana no Brasil – Eleições Argentinas e Peruanas – Reformas econômicas em Cuba – Crise em Portugal

24/04/2011
Boletim 4 – abril/2011

Essa edição do Boletim Internacional do PSOL inclui os temas mais calorosos da luta de classes e das disputas populares no mundo. Primeiro, uma análise da visita do tunisiano Amami Nazir ao Brasil, que estreitou as relações do PSOL com a revolução árabe. Segundo, dois artigos sobre as eleições argentinas e a candidadura de Pino Solanas. O novo momento histórico de nosso continente e do mundo abre grandes brechas para Pino Solanas abalar o poder bipartdário tradicional da Argentina. Terceiro, um artigo sobre as reformas econômicas anunciadas pelo Congresso do Partido Comunista de Cuba. Qual é o melhor caminho para aprofundar e não retroceder com o socialismo na ilha? Em quarto, uma entrevista com Tito Prado, do Partido Nacionalista Peruano, sobre a significativa chance de vitória do candidato nacionalista Ollanta Humala, também apoiado pelo PSOL. A incidência do governo brasileiro sobre Humala, porém, pode comprometer um programa de ruptura que inclua a Assembléia Constituinte. Por fim, em quinto, o artigo do Bloco de Esquerda de Portugal sobre os planos de estabilização do FMI e do Banco Central Europeu para a crise da dívida… A mesma receita fracassada na Grécia e na Irlanda está sendo acatada pelas forças conservadoras da sociedade portuguesa. A crise política pode ter solução nas eleições de 5 de junho.

           Todos estes países vivem os efeitos da crise econômica mundial. Novas saídas políticas estão surgindo e o PSOL é parte ativa dessa construção.  Faça boa leitura!

  

A revolução tunisiana visita o Brasil: a semana de Amami Nizar com o PSOL

Por Pedro Fuentes, Secretário de Relações Internacionais do PSOL 

A visita de Amami foi uma das mais importantes atividades internacionalistas já realizadas pelo PSOL. Foram discutidos: o caráter democrático e permanente da revolução, o papel que desempenham a classe trabalhadora e a juventude, as heróicas jornadas que derrubaram Ben Ali e os dois governos subseqüentes, até conquistar a Assembléia Constituinte. Sentimos que não se tratou apenas da ‘visita de um militante estrangeiro’, e sim o início de uma aliança política estratégica, que reforça os laços entre o PSOL e sua organização (a Liga de Esquerda dos Trabalhadores). ……LEIA MAIS

 Clique nos links e confira detalhes de cada palestra de Amami Nizar!

Amami Nizar em Santos 

Amami Nizar com deputado Carlos Giannazi

 Amami Nizar no Rio de Janeiro

 Amami Nizar na USP  

Amami Nizar em Campinas

Amami Nizar em Porto Alegre

 

Por que somos Pino Solanas nas eleições argentinas?

Por Por Alejandro Bodart, dirigente do MST da Argentina, integrante do Movimiento Proyecto Sur

   O surgimento do Proyecto Sur representa uma oportunidade imensa para o povo argentino, pois logramos empalmar, com amplo espaço político, um dirigente com peso e simpatia de um setor muito importante do movimento de massas. A simpatia nacional de Solanas e a vitalidade do movimento Proyecto Sur são a expressão nacional do novo momento. A curva descendente que vive o kichnerismo, não só NÃO fortalece a direita (como o governo pretende divulgar), mas sim ao contrário, abre espaço à esquerda, ocupado por nós. Essa potencialidade faz com que o Proyecto Sur possa se transformar num dos fenômenos mais avançados do continente, um salto de qualidade para a esquerda revolucionária latino-americana. .…..LEIA MAIS

 

A hora do povo argentino

Por Manuel Justo Gaggero, assessor de Fernando Solanas 

  Com o título “A Hora dos Fornos” Fernando Solanas (conhecido como “Pino”)
produziu, em 1968, na clandestinidade, um memorável documentário sobre o neocolonialismo e a violência, exibido em 70 países. O filme obteve numerosos prêmios em Festivais Internacionais. O caminho percorrido pelo filme foi quase uma lenda.  Apesar das numerosas projeções realizadas na Argentina e interrompidas pela plícia, as detenções e o seqüestro das cópias, chegaram a circular 50 delas e se calcula que mais de 300 mil pessoas o assistiram.  ……LEIA MAIS

 

A transição do “socialismo de estado” ao novo socialismo: o caso cubano

Por Narciso Isa Conde, do Movimento Caamañista (República Dominicana)

   Cuba, além de suas realizações no domínio da educação, saúde, cultura, soberania, esportes, consciência anti-imperialista e anticapitalista, desenvolvimento científico, levou adiante “a expropriação dos apropriadores”, isto é, a erradicação da propriedade privada capitalista em favor do Estado revolucionário. O problema tem sido que esta expropriação não foi um ato de curta duração para depois socializar gradualmente os meios de produção, distribuição, serviços, cultura, ideologia, comunicação, produção científica. . . Nem definitivamente foi acompanhada por um sistema político democrático- participativo e de um poder popular e cidadão com organizações sociais autônomas e diferentes papéis do Estado. ……LEIA MAIS

 

Eleições no Peru: “A assembléia constituinte sempre foi a bandeira do Partido Nacionalista Peruano”, diz Tito Prado

Entrevista com Tito Prado da corrente La Lucha Continua (PNP)  |

A vitória de Ollanta Humala no primeiro turno represnta a vitória do povo peruano contra os partidos da ordem, e contra os candidatos que defendem o projeto neoliberal. Mas agora, no segundo turno, estão tentando esmagar essa vitória. Os partidos neoliberais se unem e isso obriga o Nacionalismo a suprimir parte de seu programa e propor o novo Pacto de Unidade Nacional. O Brasil tem uma estratégia com o Peru, devido a importantes obras de infraestrutura que realizam no aqui. Sem contar, o interesse brasileiro em acessar o Pacífico e potencializar o comércio com a Ásia. ……LEIA MAIS

 

 Portugal – Duas troikas: A exigência de 4 banqueiros mais um empresário

Por Carlos Santos Lead, dirigente do Bloco de Esquerda – www.esquerda.net

  Desde o 25 de Abril que não temos umas eleições assim. Vamos votar, mas o resultado já está decidido: teremos um programa único imposto pelo FMI, pela Comissão Europeia e pelo BCE. No entanto, no dia 5 de Junho o povo português votará e poderá recusar o diktat da troika do FMI. E sabe-se também o que estas entidades “supra-nacionais” dizem e querem. Proclamam que os trabalhadores ganham de mais e querem impor-nos não só o PEC 4, mas novos cortes e em síntese: baixa de salários e privatizações aceleradas. ……LEIA MAIS

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