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Os grupos palestinos enterram o machado de guerra após anos de disputas

12/05/2011

Khaled Meshaal (Hamas) e Mahmoud Abbas (Fatah)

De http://www.gara.net/

   Treze grupos estamparam ontem suas assinaturas no acordo alcançado no dia 27 de abril entre o Hamas e o Fatah, em um ato simbólico celebrado com a intermediação do Egito. Líderes de todos os grupos celebram hoje um ato oficial.

Os diferentes grupos da resistência palestina enterraram ontem seus machados de guerra com os quais se enfrentam há quatro anos, desde quando o Hamas chegou ao poder por eleições na sitiada cidade de Gaza. O que fizeram no Cairo, capital do Egito, país que tem sido intermediário nas negociações há mais de um ano e meio.   

Representantes de treze grupos palestinos, entre eles os majoritários Hamas e Al-Fatah, e os menores como a Frente de Libertação da Palestina, o Partido do Povo Palestino e a Yihad Islâmica assinaram o texto de reconciliação, no qual se prevê a formação de um governo repleto de independentes para preparar eleições gerais e legislativas no prazo de um ano. Até as eleições será mantido o status quo na região, tanto no que diz respeito às negociações prevista com Israel, como sobre o controle do Hamas em Gaza e da Autoridade Palestina na Cisjordânia.

“Assinamos o acordo porque, ainda que tenhamos nossas desavenças, nos importa, sobretudo, o interesse nacional”, ratificou Azzam al-Ahmed, líder do al-Fatah no momento da aprovação. “Os palestinos de Gaza e Cisjordânia vão celebrar este acordo. Temos que trabalhar para que aplicá-lo”, agregou. Com o ato simbólico de ontem, se concretizou o acordo alcançado entre Hamas e al-Fatah no dia 27 de abril. Com entendimento entre as partes, ocorrerá hoje um ato oficial para tornar público todos os detalhes. Está previsto que compareçam o máximo de dirigentes dos grupos que assinam o acordo, entre eles, o presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas, e o dirigente do Hamas, Jaled Mechaal, exilado em Damasco.  

Protesto de Netanyahu

 Enquanto os ares de reconciliação reinam em territórios palestinos, o líder israelense Benjamin Netanyahu se revolve em seu assento de primeiro ministro. Em claro sinal de cólera, o mandatário exigiu de Abbas retroceder na assinatura do acordo e “dar prioridade à via de paz com Israel”. “O acordo entre Abbas e Hamas é um golpe muito duro contra o processo de paz”, agregou o líder israelense em uma aparição em Jerusalém junto a Tony Blair, enviado especial ao Oriente Médio, membro do quarteto de que fazem parte os Estado Unidos, União Européia, Rússia e a ONU.

Abbas lhes respondeu acusando-o de “ingerência inaceitável” nos assuntos que “concernem só aos palestinos”.

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